segunda-feira, 7 de maio de 2012

Higiene e Profilaxia completo


Higiene e Profilaxia

Introdução

Saneamento é o conjunto de medidas, visando a preservar ou modificar as condições do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde. Alguns procedimentos de saneamento básico são: tratamento de água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitários regularizados) e materiais (através da reciclagem). As atividades de saneamento têm como objetivos o controle e a prevenção de doenças, melhoria da qualidade de vida da população, melhorar a produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. Para o abastecimento de água, a melhor saída é a solução coletiva, excetuando-se comunidades rurais muito afastadas. As partes do sistema público de água são: manancial, captação, adução, tratamento, reserva, reservatório de montante ou de jusante e distribuição. As redes de abastecimento funcionam sob o princípio dos vasos comunicantes. O sistema de esgotos existe para afastar a possibilidade de contato de despejos, esgoto e dejetos humanos com a população, águas de abastecimento, vetores de doenças e alimentos. O sistema de esgotos ajuda a reduzir despesas com o tratamento tanto da água de abastecimento quanto das doenças provocadas pelo contato humano com os dejetos, além de controlar a poluição das praias. Os sistemas de esgotos são o sistema unitário, sistema separador e sistema misto. O sistema de coleta de lixo tem que ter periodicidade regular, intervalos curtos, e a coleta noturna ainda é a melhor, apesar dos ruídos. O lixo pode ser lançado em rios, mares ou a céu aberto, enterrado, ir para um aterro sanitário (o mais indicado) ou incinerado (fonte desconhecida).

Autocuidado

·       Fatores Ambientais

·       Fatores Físicos

·       Fatores Comportamentais



Higiene => Limpeza ou promoção de saúde

Profilaxia => Conjunto de medidas que têm por finalidade prevenir ou atenuar as doenças, suas complicações e consequências.



Ø Profilaxia com métodos comportamentais

Exemplo: uso do jaleco, preservativo e exame do toque de mama e o Papanicolau.

Ø Profilaxia com métodos de drogas -> Quimioprofilaxia

§  Quando a profilaxia está baseada no emprego de medicamentos

 Exemplo: vacinação, uso do protetor solar, uso de vitaminas e remédio de prevenção de vermes.

Saúde

Conceito

É o bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças.

Saneamento Básico

Conceito

É um conjunto de medidas que visam à promoção da saúde e prevenção de doenças, levando em considerações componentes socioambientais básicos:

Componentes Básicos

Ø L ixo

Ø E sgoto

Ø Á gua

Responsabilidade

·       Civil

·       Pública

Vantagens

·       Econômicas

·       Sanitárias


1.    Água

o   Importância para o organismo (o Corpo Humano é formado de 70% a 75% por água) e para o planeta.

Ø Fontes de água

·       Poços

·       Açudes

·       Rios

·       Reservatórios, etc.

Ø Água Potável

Para o consumo, a água tem que estar:

·       Incolor

·       Inodora

·       Insípida

Ø Formas de tratamento de água

§  O tratamento de água visa reduzir a concentração de poluentes até o ponto em que não apresentem riscos para a saúde pública. Algumas delas são:

v Filtração: método que elimina micropartículas da água. A água passa por filtros com camadas diversas de seixos (pedra de rio) e de areia, com granulações diversas e carvão antracito (carvão mineral). Aí ficarão retidas as impurezas mais finas que passaram pelas fases anteriores.

v Fervura: método que elimina as micropartículas da água.

v Cloração: método químico para eliminar germes que contaminam a água.



Doenças Relacionadas com a água

Nome da doença
Agente Causador
Cólera
Vibrião colérico
Dengue
Vírus da dengue
Amebíase e
Giardíase
Entamoeba coli e
Giardia lamblia
Leptospirose
Leptospira interrogans
Esquistossomose
Schistossoma mansonii
Hepatite A e E
Vírus da hepatite
Micoses locais
Fungos


Lixo

Conceito

São restos de materiais originados de uma determinada atividade produtiva.

Classificação

Quanto à origem:

·       Domiciliar

·       Industrial

·       Hospitalar

Quanto à decomposição:

·       Orgânico

·       Inorgânico

Quanto à reutilização:

·       Reciclável

·       Não Reciclável

Destino do Lixo:

·       Coleta Seletiva

Destino Final:

ü Lixões

ü À céu aberto

ü Aterros Sanitários

ü Incinerações



v Lixo Domiciliar: é produzido no domicílio ou em qualquer outro ambiente, mas não tem riscos biológicos.

v Lixo Hospitalar: são resíduos gerados em ambiente hospitalar e que tem alto risco infeccioso.

Lixo



Ø Decomposição

Ø Reutilização

Ø Destino Final

v Lixo Orgânico => É aquele que a natureza consegue absorver (que se decompõem)

v Lixo Inorgânico => É aquele que a natureza leva muito tempo para absorver (ou não se decompõem)

v Reciclável => lixo que é reutilizável. Exemplos: plásticos, vidro, papel e alumínio.

v Não – Reciclável => É aquele que não é reutilizável. Exemplos: lixo hospitalar.


Destino Final



Aterros Sanitários

Classificação do Lixo Hospitalar

Os resíduos produzidos nos serviços de saúde são importantes causadores de doenças devidos seus elevados níveis de contaminação. Por isso, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou uma resolução que tem como objetivo classificar esses resíduos pelo seu grau de contaminação e direcionar o destino final e forma de tratamentos mais adequados; esta resolução é a NR 303/03 e NR  306/04.

O Lixo Hospitalar passa a ser classificado assim:


·       Grupo A => Potencialmente Contaminados: São os resíduos que apresentam altíssimo poder infeccioso, como por exemplo: bolsas de sangue, seringas e luvas.

·       Grupo B => Resíduos Químicos: São os que possuem a capacidade corrosiva ou tóxica para o ambiente e para o homem. O seu descarte deve ser feito em embalagens rígidas de plásticos.  Exemplos: Reagentes de Raios-X, Restos de Quimioterapia, etc.

·       Grupo C => Rejeitos Radioativos: São os restos de reagentes utilizados para executar exames de medicina nuclear. Seu descarte deve ser similar aos resíduos do Grupo B.

·       Grupo D => Resíduos Comuns: São os resíduos de baixíssimo poder de contaminação, resultante de atividades ausentes de riscos biológicos. O descarte deve ser realizado em sacos pretos, azul ou cinza. Exemplos: Papéis e Restos de Comida

·       Grupo E => Perfuro cortantes: São aqueles que possuem elevado poder de corte ou perfuração independentemente do seu uso. Exemplo: agulha e bisturi. O descarte deve ser feito em embalagens rígidas de papelão com indicativo de risco biológico. A caixa de colocar perfuro cortantes deve ser preenchida 2/3 completos ou 1/3 ficar vazia.


Esgoto

Conceito

Compreende os resíduos líquidos produzidos pelo homem e podem ser causadores de doenças.

Característica de uma boa rede esgoto.

ü Captação

ü Transporte

ü Tratamento



Destino Final

Fossa – Negra

             - Séptica

             - Seca



o   - Lençóis Marítimos

o   - Coleta Urbana Subterrânea

o   - Céu Aberto



Infecção e Contaminação

Infecção

É uma contaminação provocada ao ser humano por agentes biológicos

Exemplos

ü Vírus

ü Bactéria

ü Protozoário

ü Fungo



Contaminação

É a disseminação de um agente químico ou biológico no ambiente ou no organismo humano.

Obs.: Nem toda contaminação é uma infecção.


1.    Infecção Relacionada aos Serviços de Saúde (IRSS).

2.    Infecção Comunitária.


1.    Infecção Relacionada aos Serviços de Saúde (IRSS)



Conceito

É toda infecção que ocorre após 72 horas da admissão do paciente, ou mesmo após a alta, e que tenha relação com procedimentos realizados nos serviços de saúde.

Obs.: Se um paciente colocou uma prótese de silicone ou fez uma cirurgia de grande porte até um ano poderá aparecer infecção, já as pequenas e médias cirurgias são 30 dias. A sonda o prazo é de 6 meses.



2.    Infecção Comunitária

Conceito

É toda infecção adquirida na comunidade e que não tem relação com procedimentos realizados nos serviços de saúde.

Fatores que resultam a infecção

ü Diretos => Exemplos: Moradia, Contato Íntimo ou Constante.

ü Indiretos => Exemplos: fômites (objetos de uso coletivo).



Infecção Comunitária

Nome de Doença
Agente Causador
Salmonelose
Salmonella sp.
Teníase
Taenia solium
Pediculose (Piolho)
Pediculus pediculorum
Escabiose (“Piolho”)
Pediculus scabiens
Sífilis
Treponema palidum
Infecção HIV/AIDS
Vírus da Imunodeficiência Adquirida
Varicela (Catapora)
Vírus da Varicela
Botulismo
Clostridum botulinum
Neurocisticercose
Cisticerco
Leishmaniose Visceral
Leishmania chagasí

















Infecção Hospitalar

v Cruzada

v Oportunista

v Superinfecção => Septicemia

                                    => Sepse

                                    => Choque séptico    



·       Cruzadas – Provocada por uma cepa que penetra no organismo do enfermo que está com o sistema defensivo gravemente afetado, procedendo de um portador ou através de fômites de outros doentes*.

·       Superinfecção hospitalar – É um quadro clínico, causado por uma nova bactéria que atua como agente continuando o processo infeccioso do qual o doente é portador*.

·       Infecção oportunista – É a infecção provocada por germes não patogênicos de um organismo comprometido, como é o caso do doente*.

Microorganismo Comuns nas IRSS


Pseudomonas aeruginosas
Septicemia e Infecções cutâneas
Klebisiella pneumoniae
Infecções respiratórias
Proteus sp.
Infecções urinárias
Stafilococcus aureos
Infecções cutâneas e respiratórias
Streptococcus
Infecções respiratórias



Obs.: Pseudomonas vive em ambientes úmidos, nas mucosas, por exemplo.

ü É uma infecção que está se desenvolvendo nos hospitais (uma mutação da Klebisiella pneumoniae) ela é uma infecção oportunista.

ü Proteus sp. Pode causar dor e sangramentos ao urinar.

ü Sempre os pacientes que entram na UTI pode desenvolver Stafilococcus aureos ou Streptococcus.



Medidas Preventivas de IRSS


1.    Isolamento hospitalares

2.    Classificação de áreas

3.    Classificação de artigos

4.    Tratamento de artigos

5.    Higienização das mãos

6.    EPI



1.  Isolamento Hospitalares

ü Isolamento Total ou Restrito

ü Isolamento Reverso ou Protetor

ü Isolamento Respiratório:

Ø Aerossóis

Ø Gotículas

2.  Classificação das áreas

ü Críticas

ü Semi – Críticas

ü Não Críticas



·       Área Crítica - É um local onde poderão ter ou não ter pacientes, com alto grau de contaminação. Exemplo: UTI’S e o Expurgo (local onde ficam os restos dos materiais contaminados, o material esterilizado nunca deverá passar por esse local.).

·       Semi - Crítica – É uma área que SEMPRE terão pacientes infectados ou não. Exemplo: Enfermarias e Quartos Hospital.

·       Não Crítica – NUNCA terão pacientes, onde o risco de contaminação é mínimo. Exemplo: Corredor e Recepção.



3.    Classificação dos artigos hospitalares



ü Críticos

ü Semi – Críticos

ü Não – Críticos





Artigos

Conceito

São os instrumentos usados nos hospitais. E são classificados em:

v Artigos Críticos – É aquele que entra em contato com a corrente sanguínea ou com as mucosas não integradas. Exemplo: Pinças.

v Artigos Semicríticos – São aqueles que entram em contato com as mucosas íntegras ou a pele não intacta. Exemplo: Sonda.

v Artigos Não-Críticos – São aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra. Exemplos: Termômetro e Papagaio.



·       Todos os artigos considerados críticos devem esterilizados ou descartados.

·       Todos os artigos considerados semicríticos devem passar pelos processos de desinfecção ou esterilização.



4.    Tratamento dos artigos hospitalares

Conceitos Básicos


Ø Assepsia

Ø Antissepsia

Ø Desinfestação

Ø Desinfecção

Ø Degermação

Ø Esterilização



Estão relacionadas aos conceitos de tratamento dos artigos, como sabemos a maior probabilidade de microorganismos, será maior o risco de infecção e quando é menor a probabilidade será menor o risco de infecção.

Assepsia: É a redução de quantidade de micro-organismos de superfícies inanimadas.

Antissepsia: É a redução de quantidade micro-organismos da superfície da pele e da mucosa.

Desinfestação: É a redução da quantidade e artrópodes ou roedores da pele ou do ambiente.

Degermação: É a redução da quantidade de germes, por meio de degermantes. Exemplos: sabão e detergentes.

Esterilização: é o processo que promove completa eliminação ou destruição de todas as formas de microorganismos presentes: vírus, bactérias, fungos, protozoários, esporos, para um aceitável nível de segurança. O processo de esterilização pode ser físico, químico, físico- químico.

Alternativas
Métodos físicos
Vapor saturado/autoclaves
Calor seco
Raios Gama/Cobalto
Métodos químicos
Glutaraldeído
Formaldeído
Ácido peracético
Métodos físicos químicos
Esterilizadoras a Óxido de Etileno (ETO)
Plasma de Peróxido de Hidrogênio
Plasma de gases (vapor de ácido peracético e peróxido de hidrogênio; oxigênio, hidrogênio e gás argônio)
Vapor de Formaldeído





A esterilização a vapor é realizada em autoclaves, cujo processo possui fases de remoção do ar, penetração do vapor e secagem. A remoção do ar diferencia os tipos de autoclaves.

Os ciclos de esterilização são orientados de acordo com as especificações do fabricante.

Um ciclo de esterilização do tipo "Flash" pode ser realizado em autoclave com qualquer tipo de remoção do ar [i][2].

As autoclaves podem ser divididas segundo os tipos abaixo:

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TIPOS
O vapor é injetado forçando a saída do ar. A fase de secagem é limitada uma vez que não possui capacidade para completa remoção do vapor.
Desvantagem: pode apresentar umidade ao final pela dificuldade de remoção do ar.
As autoclaves verticais são mais indicadas para laboratórios.
Venturi - O ar é removido através de uma bomba. A fase de secagem é limitada uma vez que não possui capacidade para completa remoção do vapor.
Desvantagem: pode apresentar umidade pelas próprias limitações do equipamento de remoção do ar.
Introduz vapor na câmara interna sob alta pressão com ambiente em vácuo. É mais seguro que o gravitacional devido a alta capacidade de sucção do ar realizada pela bomba de vácuo.
Vácuo único
O ar é removido de uma única vez em pequeno espaço de tempo.
Desvantagem: pode haver formação de bolsas de ar.
Vácuo fracionado (por pulso ou escalonado)
Remoção do ar em períodos intermitentes, com injeção simultânea de vapor. Também funciona por gravidade
A formação de bolsas de ar é menos provável.



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Exemplos de parâmetros para esterilização a vapor[ii] [3]
Exemplos de tempos mais comuns de exposição [1][4]
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Tipo de autoclave
Temperatura
Tempo de exposição
Temperatura
Tempo do ciclo
Gravitacional
121 a 123o.C
132 a 135o.C
Depende da orientação do fabricante
121 a 123o.C
132 a 135o.C
15 a 30 min
10 a 25 min
Pré-vácuo
132 a 135o.C
141 a 144o.C
Depende da orientação do fabricante
132 a 135o.C
3 a 4 min
Vácuo fracionado
121 a 123o.C
132 a 135o.C
141 a 144o.C
Depende da orientação do fabricante
121 a 123o.C
132 a 135o.C
20min
3 a 4 min



































































































Esterilização rápida (“Flash”)

  • O ciclo é pré-programado para um tempo e temperatura específicos baseado no tipo de autoclave e no tipo de carga (para outros ciclos se assume que a carga contém materiais porosos).
  • De forma geral o ciclo é dividido em duas fases: remoção do ar e esterilização. Embora possa ser programada uma fase de secagem esta fase não está incluída no ciclo "flash".
  • Os materiais em geral são esterilizados sem invólucros a menos que as instruções do fabricante permitam. Assume-se que sempre estarão úmidos após o processo de esterilização. Devem, portanto, ser utilizados imediatamente após o processamento, sem ser armazenados.
  • Este ciclo não deve ser utilizado como primeira opção em hospitais. Indicadores químicos, físicos e biológicos (B. stearothermophillus).


















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Exemplos de tempos mínimos de exposição em esterilização tipo "flash"[iii][3] , [iv][2]
Tipo de autoclave
Tipo de carga
Temperatura
Tempo do ciclo
GRAVITACIONAL
-Metais, itens não porosos, sem lumes.
- Metais com lumes, itens porosos (plásticos, borrachas)
132o.C
132o.C
3 min
10 min
PRÉ VACUO
-Metais, itens não porosos, sem lumes.
- Metais com lumes, itens porosos (plásticos, borrachas)
132o.C
132o.C
3 min
4 min
VÁCUO FRACIONADO
-Metais, itens não porosos, sem lumes.
- Metais com lumes, itens porosos (plásticos, borrachas)
132o.C a 135o.C
141o.C a 144o.C*
3 min
2min

· *incomum no Brasil
















A remoção do ar da câmara é absolutamente crítica para o completo processo de autoclavação.

O ar pode ser removido ativa ou passivamente.

Estes dois tipos de remoção do ar caracterizam os dois tipos básicos de esterilizadoras de vapor saturado:

a) Remoção de ar por gravidade- neste tipo de equipamento a entrada do vapor "força" o ar para fora. Como o ar é mais pesado que o vapor e não se mistura bem com o vapor este último formará uma camada acima que à medida de sua entrada irá forçando o ar para fora. O tempo de remoção do ar dependerá do tipo e densidade da carga.

É importante que a carga seja organizada de forma que o vapor penetre mais facilmente, com poucos obstáculos, a fim de que possa drenar para baixo encontrando o local de saída ("por gravidade")

b)Remoção do ar dinâmica : pré-vácuo ou por pulso gravitacional

O ar é ativamente removido.

No início do ciclo o vapor é introduzido na câmara, com a válvula do dreno aberta para deixar sair o ar. Após um período de tempo estabelecido a válvula é fechada. à medida em que o vapor vai entrando vai se misturando com ar ainda dentro da câmara criando uma mistura de vapor e ar não condensado iniciando a pressurizar. O dreno então é aberto expulsando a mistura de ar e vapor pressurizado. Com este escape repentino de gases forma-se uma pressão na linha que cai abaixo da pressão atmosférica criando o pré-vácuo. O ar não é todo removido, tornando então a ser introduzido o vapor e repetindo o processo. De forma geral os pulsos são em número de quatro para remoção do ar e permitir a penetração do vapor na carga a ser esterilizada. A diferença do pré- vácuo e do pulso gravitacional é que o segundo tipo não utiliza ejetores ou "pumps" de vácuo para acelerar a remoção de ar/vapor no final de cada pulso. O pré-vácuo é mais eficiente e rápido. No entanto o pulso gravitacional é mais eficiente do que o tipo puramente gravitacional.

Preparando os artigos e carregando a autoclave

1) Materiais articulados e com dobradiças devem ser colocados em suportes apropriados de forma a permanecerem abertos.

2) Materiais com lumens podem permanecer com ar dentro(por exemplo, endoscópios). Para evitar este problema devem ser umedecidos com água destilada imediatamente antes da esterilização. O resíduo de ar se transformará em vapor.

3) Materiais côncavos, como bacias devem ser posicionados de forma que qualquer condensado que se forme flua em direção ao dreno, por gravidade.

4) Materiais encaixados um no outro (cubas, por exemplo) devem ser separados por material absorvente de forma a que o vapor possa passar entre eles. Lembrar que o encaixe sempre dificultará a passagem do vapor. Material cirúrgico não deve ser acondicionado encaixado ou empilhado.

5) Caixas ("containers") de instrumentais devem ser colocados longitudinalmente na cesta da autoclave, sem empilhar.

6) Têxteis devem ser colocados de forma a que os ângulos estejam direcionados aos ângulos da cesta ou estante da autoclave para permitir melhor passagem do vapor.

7) Os tipos de embalagens deverão ser escolhidos de acordo com a capacidade da autoclave. O período de validade de cada embalagem para cada tipo de material é definido por testes pela própria instituição.

a)Alguns não tecidos assim como embalagens de algodão são absorventes e permitem que o condensado se espalhe por uma área maior para reevaporização e secagem.

b) Coberturas feitas de materiais não absorventes como polipropileno ou não tecidos de 100% de poliéster não espalham a umidade. Quando usados para bandejas ou bacias deve ser assegurado que a disposição do material na autoclave permitirá a drenagem do condensado. Se houver materiais pesados em bandejas, devem envoltos em material absorvente antes de serem colocados nas bandejas.

c) Caixas ("containers") metálicas agem como retentores do calor auxiliando na secagem do material. No entanto produzem mais condensados quando não embalados apropriadamente e não auxiliam na reevaporização final.

d) Caixas ("containers") plásticos agem como isoladores e resfriam rapidamente. O contato com superfícies ou ambientes mais frios provoca condensado rapidamente.

Obs.: tanto caixas metálicas quanto plásticas não devem ser esterilizadas em autoclaves de gravidade. Deve ser preferida a esterilização por pré-vácuo ou pulso gravitacional. O ar é difícil de ser removido destes "containers" e a adição de tempo de exposição não irá auxiliar na remoção do ar.

e) Os artigos após a esterilização não devem ser tocados ou movidos após 30 a 60 minutos em temperatura ambiente. Durante este tempo eles devem ser deixados na máquina se não houver prateleira ou cesto removível ou no próprio cesto em local onde não haja correntes de ar. Se um material úmido ou morno for colocado em um lugar mais frio, como recipientes plásticos o vapor ainda existente poderá condensar em água e molhar o pacote.

Obs.: Não há benefício em fechar novamente a autoclave após a abertura para "secar" melhor. Isto apenas aumentará o tempo necessário para o resfriamento natural.

f) Alguns "containers" rígidos e não tecidos secam melhor quando um papel absorvente é colocado na base para absorver a umidade. Antes de comprar embalagens, teste o material com ela.

g) Pode ser necessária a colocação de um absorvente na prateleira da máquina.

h) Esterilizar têxteis e materiais rígidos em cargas diferentes. Não sendo prático, coloque têxteis acima com materiais rígidos abaixo, não o contrário.

i) Os materiais e embalagens não devem tocar as paredes da câmara para evitar condensação.

j) Não preencha com carga mais do que 70% do interior da câmara.

k) Sempre ter em mente ao preparar uma carga a necessidade de remoção do ar, da penetração do vapor e a saída do vapor e reevaporação da umidade do material.




Existem dois tipos de estufas segundo a distribuição de calor:

1) convecção por gravidade

2) convecção mecânica (mais eficiente por distribuição de calor mais uniforme)

EXEMPLOS DE TEMPERATURA E TEMPO NECESSÁRIO DE EXPOSIÇÃO



Temperatura
Tempo
171o.C
160o.C
149o.C
141o.C
121o.C
60 minutos
120 minutos
150 minutos
180 minutos
12horas



Calor seco
Calor transferência rápida
Temperatura
· 160o.C ou 170o.C
· 190o.C
Tempo do ciclo
  • 1 a duas horas
  • 12 minutos para pacotes
  • 6 minutos para material não coberto
Tipo de material
  • Não deve ser isolante de calor
  • Deve ser termo resistente a temperatura utilizada
  • Tubos de polifilme plástico
  • Alguns tipos de papel
  • Folhas de alumínio
  • Não deve ser isolante de calor
  • Deve ser termo resistente a temperatura utilizada
  • Tubos de polifilme plástico
  • alguns tipos de papel
  • Folhas de alumínio
Vantagens
  • Seguro para metais e espelhos (ex.odontologia)
  • Não danifica instrumentos de corte
  • Não forma ferrugem
  • Menor ciclo
  • Seguro para metais e espelhos (ex.odontologia)
  • Não danifica instrumentos de corte
  • Não forma ferrugem
Desvantagens
  • Ciclo longo, exceto se o ar é forçado
  • Pequena penetração em materiais mais densos
  • Não esteriliza líquidos
  • Destrói materiais sensíveis ao calor
  • Instrumentos devem estar secos antes de serem empacotados
  • Não esteriliza líquidos
  • Destrói materiais sensíveis ao calor

















· Tempos de exposição e temperatura: variam conforme o tipo de material a ser esterilizado. O maior problema relacionado é o fato de que a penetração do calor é difícil, lenta e distribui-se de forma heterogênea.

· Embora durante muito tempo tenha sido utilizado como única alternativa para pós e óleos, estas substâncias, quando validadas podem ser esterilizadas por vapor.

· Vantagens: a maior vantagem que tem sido preconizada é de que material de corte perde mais lentamente o fio do que em vapor. No entanto, estes materiais também podem ser esterilizados em Plasma de Peróxido de H2.

· Problemas em áreas específicas: pequenas clínicas de oftalmologia que utilizam delicados materiais de corte têm utilizado esta alternativa pelos problemas descritos anteriormente. Outros métodos, como o plasma de Peróxido de hidrogênio, no momento seriam muito onerosos, sem custo-benefício para pequenas clínicas.

· Odontologia: para material clínico (espelhos e similares), sem ranhuras e detalhes pode ser uma opção já que não são densos e haverá alta temperatura nas superfícies.

· Formas de uso: conforme indicação do fabricante;

· Manutenção preventiva: convencionada no mínimo, mensal ou conforme indicação do fabricante.

· Monitorização:

· Testes biológicos: embora não exista um teste ideal o Bacillus Subtillis é o mais indicado.

· Invólucros:

· caixas de aço inox de paredes finas ou de alumínio;

· papel laminado de alumínio.

· polímeros resistentes a altas temperaturas.


5.    Lavagem das mãos







6.    EPIs (Equipamentos de Proteção Individual)

São quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos. O uso deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. Exemplo: luvas e máscaras.









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